5 Passos para Construção de uma Carteira de Investimentos Rentável

Tempo de leitura: 9 minutos

Investimentos

No mercado brasileiro de hoje, uma carteira de investimentos bem montada é vital para o sucesso de qualquer investidor.

Já que, como investidor individual, você precisa saber como determinar uma alocação de ativos, os quais, estejam de acordo com seus objetivos de investimento pessoal e conhecimento.

Os investidores devem construir portfólios alinhados aos seus objetivos e estratégias de investimento, seguindo uma abordagem sistemática.

Aqui vamos dar algumas dicas de ações a serem feitas, que são essenciais para a construção de um portfólio.

Dica: Uma maneira de fazer isso de forma simples é criar uma simulação de portfólio na Start Investimentos. Basta inserir alguns dados pessoais que sua carteira de investimentos será gerada em tempo real.

Passo #1: Determinar a Parcela de Curto Prazo

Para facilitar o entendimento, irei separar esse tópico em duas etapas.

A primeira etapa é levantar as suas obrigações financeiras de curto prazo, tudo que necessita de dinheiro em até 6 meses, como quitar um carro ou apartamento.

Como este valor já está comprometido, ele não entra na formação do portfólio de longo prazo. Para estes recursos a melhor aplicação é em ativos com baixíssimo risco e liquidez imediata.

A segunda etapa é uma das mais importantes para a formação de portfólio, que é estabelecer a reserva para imprevistos.

Esta reserva de curto prazo, em termos gerais, tem entre 6 e 12 vezes a sua despesa mensal, e ela será usada em momentos imprevistos, como desemprego, acidentes e problemas de saúde.

Esta parcela será sempre investida de maneira muito conservadora e com liquidez imediata, pois, caso você precise deste recurso, ele tem que estar disponível.

Passo #2: Determinar qual a alocação de ativos é apropriada para você

Verificar a sua situação financeira e de investimento é fundamental para a construção de um portfólio.

Itens importantes a serem considerados são a idade, em quanto tempo planeja usar seus investimentos, qual o capital investido e possíveis necessidades de ter dinheiro.

Por essas razões, uma pessoa recém-formada, e uma pessoa prestes a se aposentar tem necessidades e portfólios muito diferentes.

Um segundo fator a levar em conta é a sua personalidade e tolerância ao risco.

Você é o tipo de pessoa que está disposto a arriscar algum dinheiro para obter maiores retornos? Todo mundo gostaria de colher retornos elevados, ano após ano, mas, se você não conseguir dormir à noite quando seus investimentos passarem por momentos difíceis no curto prazo, é provável que os altos retornos desses tipos de ativos não compensem as noites de sono perdidas.

Como você pode ver, conhecer sua situação atual e as suas necessidades futuras de capital, bem como a sua tolerância ao risco, irá determinar de que forma seus investimentos devem ser repartidos entre diferentes aplicações.

Os conservadores X agressivos

Geralmente, quanto maior a tolerância ao risco, mais agressiva sua carteira será, dedicando uma parcela maior para investimentos em renda variável.

Por outro lado, quanto mais baixa é a sua tolerância ao risco, mais conservadora será a sua carteira. Aqui estão dois exemplos: um adequado para um investidor conservador e outro para o investidor moderado.

Carteira conservadora

O principal objetivo de uma carteira conservadora é proteger o patrimônio. Todo o retorno virá da otimização do risco, obter o maior retorno possível para um dado nível de risco.

Normalmente esta alocação rende inflação + 5% a 6% ao ano, com risco muito próximo ao da poupança.

Carteira moderada

Um portfólio moderado traz uma tolerância de risco média, atraindo aqueles que estão dispostos a aceitar mais risco em suas carteiras, a fim de obterem maiores retornos.

O retorno nesta categoria irá depender da parcela que será alocada em ativos de maiores riscos, como títulos pré-fixados, indexados à inflação e investimentos em renda variável.

De maneira geral, este portfolio tende a ter 40% em ativos pós fixados de baixo risco, entre 30% e 40% em pré-fixados e atrelados à inflação, e entre 20% e 30% em renda variável.

Carteira arrojada

Não iremos entrar em detalhe deste portfólio pois varia de investidor para investidor. Ela só é indicada para pessoas com alta tolerância a risco e grande conhecimento do mercado financeiro.

Passo #3: Escolher investimentos específicos

Depois de determinar a alocação de ativos mais indicada, você simplesmente precisa dividir seu capital entre as classes de ativos apropriados.

Em termos gerais, as duas maiores classes são a de renda fixa e a de renda variável.

Mas, você pode abrir seus ativos em subclasses, que também têm diferentes riscos e retornos potenciais. Por exemplo, um investidor pode dividir a parcela de patrimônio entre aplicações em títulos públicos e privados, pré-fixados e pós-fixados, indexados à inflação.

Existem várias maneiras para você escolher os ativos, por isso, visando cumprir sua estratégia de alocação, é fundamental analisar cada ativo, pois não é porque são da mesma categoria que o risco e retorno serão os mesmos, vamos conhecer alguns ativos:

Fundos de investimentos – Os fundos de investimento estão disponíveis para uma grande variedade de ativos e permite que você invista em ações ou títulos, os quais, são escolhidos pelos profissionais gestores de fundos.

Na hora de investir em fundos de investimento é fundamental analisar a taxa de administração e a de performance, se houver.

Os fundos de bancos costumam ter taxas muito acima de outros fundos da mesma categoria. Esta categoria é a mais indicada para quem não quer dedicar muito tempo para investir.

Títulos públicos – No Brasil há três grandes categorias dos títulos públicos. O pós-fixado, tem rendimento atrelado a taxa SELIC, que é a taxa básica de juros da economia.

Este é o título de menor risco de um país, e o retorno dele é conhecido como taxa livre de risco.

O segundo grupo é dos pré-fixados, são títulos com taxa de retorno fixa e conhecida no momento da compra.

O terceiro e último grupo são os dos indexados à inflação, que rendem inflação mais um percentual fixo. Tanto os pré-fixados quanto os indexados correm risco de mercado, caso o investidor precise vendê-los antes do vencimento, ele irá vender a preço de mercado, e dependendo das condições, pode ter que vender por um preço abaixo do que ele pagou. Por isso, este título é indicado para quem pode leva-lo até o vencimento, pois, neste caso, irá receber a taxa pactuada no momento da compra.

Títulos privados – este é o grupo com o maior número de ativos, incluindo debentures, LCA/LCI, CDB.

Os CDBs são os mais conhecidos e são emitidos por bancos. A grande maioria tem retorno pós-fixado, indexado ao CDI, porém também é possível ter CDB pré-fixado.

As LCA/LCI são letras de credito do agronegócio e imobiliárias, são como os CDBs, porém são isentas de imposto de renda para pessoas físicas.

As debentures são títulos de dívida de empresas, para investir nelas é importante fazer uma análise profunda da situação financeira atual e futura da empresa que emitiu as debentures.

Passo #4: Rebalanceamento do portfólio

Uma vez que você tem um portfólio estabelecido, é preciso analisar e reequilibrar periodicamente os investimentos, pois, alguns ativos irão render mais que os outros e mudarão a proporção indicada de cada classe.

Os outros fatores que são susceptíveis a mudanças ao longo do tempo são sua atual situação financeira, as necessidades futuras e a tolerância ao risco. Se estas características mudam, você pode precisar ajustar seu portfólio para ficar em conformidade.

Se a sua tolerância ao risco caiu, você pode precisar de reduzir a proporção em renda variável.

Para reequilibrar, você precisa determinar qual das suas posições está acima e qual está abaixo do ideal. Por exemplo, digamos que você está segurando 30% de seus ativos atuais em fundos de ações, enquanto sua alocação de ativos sugere que você deve ter apenas 15% de seus ativos nessa classe.

O rebalanceamento envolve determinar quanto dessa posição você precisa reduzir e alocar para outras classes.

Passo #5: Rebalancear Estrategicamente

Depois de ter determinado quais ativos você precisa reduzir e para qual proporção, é necessário escolher qual investimento será feito com os valores provenientes da venda do ativo que estava com sobrepeso. Para escolher seus títulos, utilize as abordagens discutidas no Passo 3.

Quando da venda de ativos para reequilibrar o seu portfólio é necessário analisar as implicações fiscais do rebalanciamento.

Talvez o seu investimento em fundo de ações tenha se valorizado fortemente em relação ao ano passado, mas, se você fosse vender todas as suas posições de capital para reequilibrar o seu portfólio, poderia incorrer em significativo ganho de capital tendo que pagar muito imposto.

Neste caso, pode ser mais benéfico simplesmente não contribuir com novos investimentos nessa classe de ativos no futuro, continuando a contribuir para outras classes de ativos. Isto pode retornar à proporção desejada para a sua carteira, sem incorrer em altos impostos.

Lembrar-se da importância da diversificação.

Durante todo o processo de construção da carteira, é vital que você se lembre de manter a diversificação acima de tudo.

Como mencionamos, os investidores podem atingir excelente diversificação usando fundos de investimento. Estes veículos permitem que os investidores individuais obtenham as economias de escala que os gestores de grandes fundos conseguem, o que a pessoa média não seria capaz de produzir com uma pequena quantidade de dinheiro.

Concluindo

No geral, uma carteira bem diversificada é a sua melhor aposta para o crescimento consistente de longo prazo de seus investimentos. Monitorar a diversificação de seu portfólio, fazendo ajustes quando necessário, aumentará em muito suas chances de sucesso financeiro no longo prazo.

É claro que não é fácil construir e administrar um portfólio de investimentos. Existem empresas como a Start Investimentos, que já indiquei anteriormente, que faz esse serviço.

Você também pode escolher fazer isso por conta própria. Nesse caso, recomendo controlar e documentar seu portfólio em uma planilha em excel. Seja qual for sua opção, o importante é construir uma carteira de investimentos rentável que possa te ajudar a alcançar seus objetivos financeiros.

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